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Câncer do colo do útero: exame preventivo, sintomas e tratamento

Câncer do colo do útero: exame preventivo, sintomas e tratamento

 

O câncer do colo útero, chamado também de câncer cervical, é uma das neoplasias mais comuns na população feminina. No Brasil, está em 4º lugar entre os principais tumores malignos em mulheres. Isto é, atrás apenas do câncer de pele não melanoma, câncer de mama e câncer colorretal. Também é o 4º no número de mortes por câncer em mulheres.

 

A melhor forma de prevenir essa patologia é fazendo o exame preventivo, conhecido como Papanicolau ou citopatológico. O teste é recomendado para mulheres de 25 a 64 anos que já tiveram relação sexual. A periodicidade é de 3 anos, após 2 exames anuais com resultados normais.

 

Na Central de Consultas, você pode agendar o seu exame citopatológico pelo site centraldeconsultas.med.br ou telefone e WhatsApp (51) 3227-1515. Saiba mais sobre este e outros exames ginecológicos em centraldeconsultas.med.br/exames/saude-da-mulher.

 

Continue a leitura para ficar informado sobre:

  • O que é câncer do colo do útero?
  • Causas do câncer cervical;
  • Fatores de risco do câncer do colo do útero;
  • Sintomas de câncer do colo do útero;
  • Prevenção do câncer do colo do útero;
  • Por que fazer o exame preventivo?
  • Qual é a preparação para o exame preventivo?
  • Tratamento para câncer cervical;

 

Leia mais: 3 motivos para você realizar o seu Check-up mulher

 

O QUE É CÂNCER DO COLO DO ÚTERO?

 

O colo do útero é a porção inferior do útero, localizada no final da vagina. Ele separa a parte interna e externa do aparelho reprodutor feminino.

 

A região externa do colo uterino é conhecida como ectocérvice, enquanto a porção interna chama-se endocérvice. A ligação dessas duas partes ocorre pelo canal cervical, região por onde sai a menstruação e por onde entram espermatozoides.

 

Devido a sua localização, o colo do útero está vulnerável a infecções provocadas por agentes externos, como o HPV (Papiloma Vírus Humano). Esta infecção sexualmente transmissível (IST) pode resultar em lesões com células anormais, chamadas de lesões pré-cancerosas (ou intraepiteliais). Ao longo dos anos, as lesões podem evoluir para o câncer cervical.

 

Os tumores malignos demoram cerca de 10 a 20 anos para se desenvolver e são divididos em dois tipos. O carcinoma epidermoide é o mais comum (até 80% dos casos) e atinge o epitélio escamoso (região da vagina, ectocérvice). Já o adenocarcinoma é mais raro e afeta o epitélio glandular (região interna do colo do útero, a endocérvice).

 

O câncer cervical possui 4 graus de evolução (I, II, III e IV). Quando o tumor ultrapassa a membrana basal (barreira natural do colo do útero), pode ocorrer metástase. Nesse estágio, o cancro invade tecidos vizinhos da região genital, incluindo o paramétrio (que separa o colo uterino da bexiga).

 

Depois, atinge outros órgãos próximos, como bexiga e reto, além de gânglios linfáticos e corrente sanguínea. Posteriormente, chega até a regiões mais distantes, como pulmão e fígado e pode atingir os ossos também.

 

CAUSAS DO CÂNCER CERVICAL

 

A infecção persistente pelo vírus HPV é a causa do câncer do colo do útero.

 

O HPV é uma IST, portanto, sua transmissão ocorre nas relações sexuais desprotegidas. Há riscos de contágio viral no contato com as secreções genitais e com a pele de alguém contaminado. Portanto, o vírus pode ser disseminado com ou sem penetração.

 

De forma menos comum, pode haver também contágio por sangue (por perfuração ou corte por objetos contaminados) e saliva. Também há a rara possibilidade de transmissão vertical (de mãe para filho) ou autoinfecção. A última ocorre quando ferimentos na pele ou mucosa de alguém já infectado espalham o vírus para outras partes do corpo.

 

Contudo, existem mais de 150 tipos de vírus HPV, mas apenas 14 causam câncer.

 

Os cancerígenos (oncogênicos) mais perigosos são HPV16 e HPV18 (cerca de 70% dos casos de tumores malignos). Outras variantes também podem causar câncer, mas com menos frequência, por exemplo:

  • Risco baixo: HPV6, HPV11, HPV41, HPV42 e HPV44;
  • Risco médio: HPV31, HPV33, HPV35, HPV45, HPV51, HPV52 e HPV56.

 

Além do colo do útero (o tumor mais comum decorrente desse vírus), o HPV também causa câncer em outras regiões. Por exemplo, vulva, vagina, ânus, boca, orofaringe e pênis.

Infecção por HPV

 

A infecção por HPV é comum em mulheres com vida sexual ativa. Porém, como dito anteriormente, a evolução para câncer é muito mais rara. Isso ocorre por alguns motivos:

  • Apenas uma minoria dos tipos de HPV é cancerígena;
  • A infecção por HPV é transitória, na maioria das vezes. O próprio organismo pode combater o vírus naturalmente dentro de meses ou poucos anos (até 2 anos, em 90% dos casos);
  • O tumor tem desenvolvimento lento (de 10 a 20 anos, em média).

 

Além disso, as lesões pré-cancerosas podem ser facilmente detectadas em exame preventivo (citopatológico ou Papanicolau). Assim, é possível agir rapidamente e evitar a evolução da doença.

 

Em algumas pessoas, a infecção por tipos de HPV não-cancerígenos ou com baixo risco de tumor maligno causam verrugas (condiloma acuminado). Estas são mais comuns na região genital, mas podem atingir coxas, ânus e orofaringe também. Contudo é um outro tipo de problema, causado geralmente por HPV6 e HPV11, que aparece após semanas ou meses de infecção. As verrugas não têm relação com câncer, raramente são fatais, mas devem ser tratadas para evitar recidivas.

 

Leia mais: Infecções sexualmente transmissíveis por vírus

 

FATORES DE RISCO DO CÂNCER DO COLO DO ÚTERO

 

Existem algumas situações que aumentam os riscos de desenvolvimento de câncer cervical após infecção por HPV. Por exemplo:

  • Histórico de outras IST além do HPV;
  • Infecção simultânea de HPV e outras IST;
  • HIV/AIDS;
  • Sistema imunológico debilitado;
  • Má higiene íntima;
  • Tabagismo e uso de drogas;
  • Multiparidade (mais de uma gestação);
  • Gravidez na adolescência.

 

Inclusive, o período de evolução do câncer no colo do útero é menor para mulheres imunossuprimidas. Em portadoras de HIV/AIDS e outros tipos de câncer, o tumor maligno se desenvolve entre 5 e 10 anos.

 

SINTOMAS DE CÂNCER DO COLO DO ÚTERO

 

Devido à sua lenta evolução, o câncer do colo do útero só costuma dar sinais em estágio avançado. Por isso, no início, a doença é assintomática, na maioria dos casos

 

Contudo, quando começam a surgir, os principais sintomas de câncer cervical são:

  • Sangramento vaginal irregular e leve, fora da menstruação (incluindo na pós-menopausa);
  • Sangramento ou dor pélvica durante ou depois de relações sexuais, ducha íntima e exames ginecológicos;
  • Sangramento menstrual mais prolongado;
  • Corrimento vaginal persistente rosa escuro ou amarelado e com mau cheiro;
  • Obstrução do trato urinário e do intestino;
  • Massa palpável no colo do útero.

 

Além disso, o câncer do colo do útero causa dor nas costas, no abdômen e nas pernas. Também pode provocar inchaço em uma ou duas pernas, fadiga, emagrecimento e perda de apetite.

 

Ao surgirem qualquer um desses sintomas, procure um médico ginecologista. Agende sua consulta ginecológica na Central de Consultas pelo site centraldeconsultas.med.br ou telefone e WhatsApp (51) 3227-1515.

 

PREVENÇÃO DO CÂNCER DO COLO DO ÚTERO

 

Prevenção contra o HPV

 

O câncer do colo do útero é uma doença evitável.

 

Primeiramente, é preciso prevenir o HPV, com uso de camisinhas em todas as relações sexuais (vaginal, anal e oral) e vacinação.

 

A vacina contra HPV no SUS é destinada a grupos específicos:

  • Meninas e meninos, dos 9 aos 14 anos;
  • Pessoas imunocomprometidas dos 9 aos 45 anos. Esse grupo compreende indivíduos com HIV/AIDS, pessoas em tratamento de câncer e transplantados de órgãos sólidos ou medula óssea.

 

O esquema vacinal para crianças e adolescentes é completo em duas doses, com intervalo de 6 meses entre elas. Já pessoas imunocomprometidas recebem três aplicações. Nesse caso, o intervalo é de 2 meses entre a primeira e a segunda dose e de 6 meses entre a segunda e a terceira dose.

 

A vacina contra HPV no SUS protege contra as variantes HPV6, HPV11, HPV16 e HPV18. Portanto, previne contra o câncer de colo do útero (além de outros tumores) e as verrugas genitais.

 

Também é possível fazer a vacinação em clínicas particulares, em duas ou três doses (dependendo do tipo de vacina).

 

É importante dizer que os dois métodos de prevenção ao HPV (uso de preservativos e vacinação) são igualmente necessários. Isso porque, apesar de proteger contra as variantes de alto risco, a vacina não previne contra todos os subtipos cancerígenos. Por sua vez, a camisinha também não é 100% eficaz contra o HPV. Portanto, é preciso combinar as duas formas de prevenção.

 

O controle do vírus é uma medida de extrema importância. Além de câncer e verrugas genitais, o HPV pode causar infertilidade e lesões no sistema respiratório.

 

Exame preventivo (citopatológico ou Papanicolau)

 

O câncer do colo do útero é prevenido com o exame citopatológico. Esse teste consegue identificar lesões pré-malignas e células escamosas atípicas no colo do útero. Isso é feito com coleta e análise laboratorial de secreção vaginal da paciente.

 

O exame preventivo deve ser feito por mulheres dos 25 aos 64 anos, que já tiveram relação sexual. A periodicidade do teste é variável.

 

O 1º e o 2º exames devem ser anuais. A partir do 3º, o intervalo entre os testes depende dos resultados anteriores, da seguinte maneira:

 

  • Resultados normais: os exames devem ser feitos a cada 3 anos;
  • Infecção por HPV: exame a cada 6 meses;
  • Lesões pré-cancerosas de baixo grau: exame a cada 6 meses;
  • Lesões pré-cancerosas de alto grau: realização de colposcopia, de acordo com solicitação e orientação médica.

 

A colposcopia é outro exame que serve para diagnosticar o câncer cervical. Ela consiste na inspeção do colo do útero e dos tecidos da vagina e da vulva. O procedimento é feito com um colposcópio (aparelho com lente de aumento e iluminação).

 

Existem também outros exames para avaliação da região genital feminina, que podem identificar tumores malignos no colo uterino. Por exemplo:

  • Ecografia transvaginal;
  • Ressonância magnética da pelve;
  • Curetagem uterina;
  • Histeroscopia.

 

Além disso, há testes que servem para investigar se o tumor está em estágio de metástase, como:

  • Tomografia por emissão de pósitrons (linfonodos e outros órgãos);
  • Cistoscopia (bexiga e uretra);
  • Urografia (trato urinário e linfonodos pélvicos);
  • Retossigmoidoscopia (reto, cólon, intestino grosso);
  • Raio-X do tórax (pulmões).

 

POR QUE FAZER O EXAME PREVENTIVO?

 

O câncer do colo do útero tem cura nas fases iniciais (até 100% de chances). Mas, como a doença é lenta e demora a apresentar sintomas, apenas o exame preventivo é capaz de identificá-la rapidamente.

 

Além disso, o citopatológico é seguro. Inclusive, gestantes também podem fazer Papanicolau, até o 7º mês. Afinal, o exame preventivo é indolor, podendo causar apenas um leve desconforto (evitável com o relaxamento da paciente).

 

QUAL É A PREPARAÇÃO PARA O EXAME PREVENTIVO?

 

Para fazer o Papanicolau, é solicitado à paciente:

  • Não ter relações sexuais até 48 horas antes do exame;
  • Não usar duchas íntimas, medicamentos vaginais e métodos contraceptivos vaginais até 48 horas antes do exame;
  • Não estar menstruada.

 

TRATAMENTO PARA CÂNCER CERVICAL

 

O tratamento de câncer do colo do útero depende de diferentes fatores. Entre eles estão: estágio do tumor, expansão do cancro para outros órgãos, idade da mulher e desejo de manter a fertilidade.

 

Os procedimentos mais conservadores, para quando não há metástase, são cirurgias a laser, biópsia em cone (conização) e excisão eletrocirúrgica. Nesses casos, apenas o tumor e uma parte do tecido uterino são retirados. Contudo, em estágios mais avançados de câncer cervical, outros procedimentos são necessários.

 

Quando o tumor já sofreu metástase, pode ser realizada a traquelectomia radical. Na cirurgia, há a remoção do istmo e do colo do útero, além de tecido paramétrio e linfonodos pélvicos. Entretanto, como o corpo do útero não é removido, a fertilidade não é totalmente prejudicada (apesar de ser reduzida). Cerca de 35% das mulheres que fazem o procedimento consegue engravidar posteriormente. Porém, nesses casos, os partos são feitos através de cesariana.

 

Em casos mais severos de câncer, em pacientes mais velhas ou que já possuem filhos, pode ser necessário remover o útero. A cirurgia é chamada de histerectomia radical. Dependendo da gravidade do tumor e metástase, podem ser removidos ovários e tecidos próximos também.

 

Além de cirurgias, há outros tratamentos possíveis para o câncer colo uterino. Por exemplo, a combinação de radioterapia e quimioterapia (quimiorradiação). Tratamentos de quimioterapia isoladamente são feitos em casos avançados da doença e para evitar recidivas.

 

Como dito anteriormente, o câncer cervical é curável em fases iniciais. No entanto, conforme a doença avança, os riscos aumentam. Inclusive, quando o tumor atinge órgãos distantes (câncer do colo do útero grau IV) não tem cura. Nessa situação, o tratamento serve apenas para diminuir os sintomas.

 

Além disso, o câncer do colo do útero mata, sem diagnóstico precoce e sem tratamento adequado.

 

AGENDE SEU EXAME PREVENTIVO

 

Faça o exame preventivo regularmente para monitorar alterações no colo do útero. Afinal, o câncer cervical é uma doença silenciosa e costuma apresentar sintomas só em estágio avançado.

 

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