Pressão alta: quais os riscos e o que fazer?

A hipertensão arterial atinge cerca de 30% da população adulta brasileira. Esta doença, também, pode estar associada a 80% dos casos de AVC e 60% dos casos de infarto no Brasil. Os dados são da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).   Ainda, segundo o Ministério da Saúde, essa é doença...

A hipertensão arterial atinge cerca de 30% da população adulta brasileira. Esta doença, também, pode estar associada a 80% dos casos de AVC e 60% dos casos de infarto no Brasil. Os dados são da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

 

Ainda, segundo o Ministério da Saúde, essa é doença que mais atinge pessoas no país e, também, a mais mortal. Entre 2010 e 2020, foram contabilizados 551.262 óbitos por patologias causadas pela hipertensão.

 

Anualmente, é estimado que, aproximadamente, 300 mil brasileiros morrem por complicações da hipertensão. É o equivalente a mais de 800 mortes diárias, 30 por hora e uma a cada 2 minutos. 

 

Os números crescem no mundo todo e, no Brasil, não é diferente. Houve um aumento de 3,7% nos casos da doença na população brasileira. 

 

A pressão alta não tem cura, mas é controlável. Portanto, é essencial adotar hábitos preventivos para evitar a evolução da hipertensão arterial em doenças cardiovasculares ou de outra natureza. 

 

No texto de hoje, você vai saber mais sobre:

  • O que é hipertensão arterial e como confirmar o diagnóstico;
  • Quais são os sintomas de pressão alta;
  • Fatores de risco e causas da hipertensão;
  • Complicações;
  • Hipertensão na gravidez;
  • Hipertensão na infância e adolescência;
  • Tratamento e prevenção.

 

Continue a leitura para saber mais como cuidar da sua saúde!

 

O QUE É HIPERTENSÃO ARTERIAL E COMO CONFIRMAR O DIAGNÓSTICO

 

A hipertensão é uma doença crônico-degenerativa. Este quadro clínico ocorre quando o sangue, para poder circular pelo corpo, emprega muita força e pressão nas paredes arteriais. Isso é consequência do estreitamento das artérias, que acontece por fatores genéticos ou não.

 

Todo mundo pode ter pressão alta em algum momento, devido ao stress, consumo de café, exercício físico intenso, agitação etc. Mas, não é considerado hipertensão se, após essa situação temporária, a pressão arterial voltar ao normal. 

 

A pessoa é hipertensa quando, mesmo estando relaxada, sua pressão é igual ou superior a 140/90 mmHg (14 por 9). Para confirmar esse diagnóstico, é necessário fazer a medição regularmente e buscar acompanhamento médico para iniciar um tratamento.

 

QUAIS SÃO OS SINTOMAS DE PRESSÃO ALTA

 

A hipertensão arterial só costuma apresentar sinais quando já está em estágio avançado ou quando acontece de forma abrupta. Nesses casos, os principais sintomas de pressão alta são:

 

  • Dor e palpitação no peito;
  • Dor de cabeça frequente;
  • Tontura;
  • Fraqueza;
  • Sangramento nasal;
  • Zumbido no ouvido;
  • Visão embaçada (turva);
  • Dificuldade para respirar;
  • Sonolência.

 

Outras características, como ficar com o rosto vermelho e quente, não são sintomas de pressão alta.

 

FATORES DE RISCO E CAUSAS DA HIPERTENSÃO

 

A hipertensão é causada por fatores genéticos em até 90% dos diagnósticos. Portanto, pessoas que têm parentes de primeiro grau hipertensos devem medir a pressão arterial, pelo menos, duas vezes ao ano. 

 

Mas, genética não é a única causa da hipertensão sistêmica primária (que não é causada por outras doenças ou medicamentos). Existem fatores de risco para o desenvolvimento da patologia, são eles:

 

  • Idade avançada (a partir dos 50 anos). Quanto mais velha é a pessoa, menor é a elasticidade dos vasos sanguíneos, o que resulta em pressão alta;
  • Consumo elevado de gordura, fritura e alimentos ultra processados;
  • Colesterol alto;
  • Sedentarismo;
  • Estresse.

 

Existe, também, a hipertensão sistêmica secundária, quando a pressão alta está associada a outras enfermidades ou uso de substâncias. Como, por exemplo:

 

  • Obesidade;
  • Diabetes;
  • Doenças hormonais, principalmente alterações na tireoide (hipotireoidismo e hipertireoidismo);
  • Problemas cardíacos (coactação da aorta);
  • Doenças renais (insuficiência renal crônica, obstrução de artéria renal, pielonefrite crônica, uropatia obstrusiva e hipertensão renovascular);
  • Doenças metabólicas e endócrinas (hiperaldosteronismo primário);
  • Doenças pulmonares (apneia do sono);
  • Tabagismo;
  • Alcoolismo;
  • Consumo excessivo de cloreto de sódio (sal);
  • Consumo excessivo de cafeína;
  • Uso contínuo e por muitos anos de pílulas anticoncepcionais;
  • Medicamentos com corticoides;
  • Medicamentos imunossupressores;
  • Remédios emagrecedores (anorexígenos);
  • Alguns antidepressivos;
  • Anabolizantes;
  • Consumo de drogas ilícitas;
  • Para crianças, nascer prematuro ou abaixo do peso também é um fator de risco.

 

Nem todas as pessoas com mais de 50 anos ou que fazem uso de contraceptivo oral têm pressão alta, necessariamente. Mas, caso haja histórico familiar da doença, é bom ficar atento a esses fatores e fazer um acompanhamento com cardiologista.  

 

Contudo, má alimentação, sedentarismo e consumo de álcool, cigarro e drogas ilícitas devem ser evitados para prevenir essa e outras patologias.

 

Pessoas com hipertensão secundária provocada por outras doenças precisam fazer tratamento com cardiologista em conjunto com outros médicos necessários

 

COMPLICAÇÕES

 

A hipertensão arterial é perigosa, também, por provocar várias complicações em diferentes órgãos (como, por exemplo, coração, rins e cérebro). Conheça as condições que são agravadas pela pressão alta:

 

  • Acidente vascular cerebral (AVC ou derrame cerebral);
  • Demência vascular;
  • Problemas cerebrais que afetam memória, aprendizado e fala;
  • Ataque cardíaco (infarto agudo do miocárdio);
  • Arritmia e insuficiência cardíaca;
  • Angina de peito;
  • Aneurisma arterial (aneurisma da aorta torácica);
  • Insuficiência renal crônica;
  • Alterações na visão (retinopatia hipertensiva, catarata, glaucoma, deslocamento da retina e hemorragia vítrea);
  • Impotência sexual.

 

Para evitar que a pressão alta cause consequências mais graves, é essencial identificar o problema cedo e adotar hábitos saudáveis. Consulte regularmente com um cardiologista e verifique a pressão arterial, no mínimo, uma vez ao ano.

 

HIPERTENSÃO NA GRAVIDEZ

 

A hipertensão na gravidez é algo bastante perigoso para a vida da mãe e do bebê. Esta condição provoca complicações no parto e sequelas no feto (falhas no tubo neural e malformações cardíacas congênitas). 

 

Além disso, é uma das principais causas de mortalidade materna e perinatal. A hipertensão arterial na gestação provoca pré-eclâmpsia. O que, também, resulta em malformações fetais (displasia bronco pulmonar, retardo no crescimento) e lesões na mãe (fígado, pulmões, rins).   

 

A pré-eclâmpsia, ainda, aumenta as chances de nascimento prematuro do bebê ou, até mesmo, de aborto espontâneo.

 

Para evitar essa condição grave, é importante verificar a pressão arterial da gestante com frequência durante o pré-natal. Se a mulher apresentar valores elevados de pressão, é necessário fazer mudanças na rotina. 

 

Alguns hábitos que devem ser adotados são fazer dieta saudável e balanceada e evitar situações estressantes. Caso a hipertensão esteja em nível avançado, o uso de medicamentos pode ser indispensável. Portanto, o obstetra avalia qual o melhor remédio para controlar a pressão, sem comprometer o parto e a saúde do bebê. 

 

HIPERTENSÃO NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA

 

Crianças e jovens também podem ter pressão alta. Inclusive, quem apresenta esta condição na infância e adolescência, provavelmente, continuará com ela na idade adulta. 

 

Além disso, crianças e adolescentes obesos e com colesterol alto têm mais chances de serem hipertensos. Portanto, cuidar da alimentação e fazer exercícios físicos é essencial para evitar que o problema seja irreversível no futuro.

 

Também, é importante fazer consultas regulares com cardiologista mesmo na infância. Principalmente, se o menor é obeso, diabético ou tem família hipertensa ou obesa. 

 

TRATAMENTO E PREVENÇÃO

 

O tratamento da pressão alta está relacionado com a prevenção deste quadro clínico. A hipertensão não tem cura, pois é uma doença crônico-degenerativa. Então, o que pode ser feito é manter seus valores dentro da normalidade (preferencialmente, 12 por 8) para evitar complicações vasculares.

 

Algumas medidas para baixar a pressão são:

 

  • Cuidado com a alimentação (evitar gordura, fritura e embutidos; reduzir carne vermelha e sal);
  • Ingerir alimentos ricos em nutrientes, como legumes, frutas, verduras e grãos. Inclusive, quem tem pressão alta pode comer pimenta, tomar chá de canela ou gengibre, sem problemas;
  • Diminuir o consumo de café;
  • Praticar atividade física (pelo menos, 30 minutos do dia, 5 dias na semana);
  • Controlar o peso, evitando sobrepeso e obesidade;
  • Controlar a diabetes;
  • Manter colesterol e triglicerídeos em níveis normais;
  • Ter um tempo de descanso na rotina para diminuir o estresse;
  • Parar de fumar e reduzir o consumo de bebidas alcoólicas;
  • Aferir a pressão arterial, no mínimo, uma vez ao ano e fazer check-ups com cardiologista;
  • Caso a pessoa tenha predisposição genética à hipertensão, é necessário medir a pressão de duas a três vezes ao ano;
  • No uso de remédio (corticoide, antidepressivo, anticoncepcional etc.) que provoca a hipertensão, é preciso verificar se alguma substituição é possível;
  • Se nenhuma dessas medidas forem suficientes para diminuir a pressão, é necessário iniciar o tratamento medicamentoso.

 

O medicamento anti-hipertensivo pode ser diurético, vasodilatador, betabloqueador ou bloqueador dos canais de cálcio. O fármaco também pode ser do tipo IECA (inibidor da enzima conversora de angiotensina) ou BRA (bloqueador dos receptores de angiotensina). 

 

O cardiologista decide qual o melhor remédio para a pressão alta, baseado no nível da doença e em características do paciente. 

 

Para crianças e gestantes, o tratamento farmacológico é recomendado quando a pressão é muito elevada e outras medidas não funcionam. Em caso de hipertensão leve, mudanças na rotina podem ser suficientes.

 

É importante dizer que, em situações de pico da pressão alta, é necessário repouso imediato. Também, certifique-se de que você tomou a medicação anti-hipertensiva. Caso tenha esquecido, tome o remédio e verifique a pressão, novamente, uma hora depois.

 

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