Ciclo menstrual: Sintomas normais e anormais em cada fase

Ciclo menstrual: Sintomas normais e anormais em cada fase - Central de Consultas

O ciclo menstrual é um processo fisiológico natural que ocorre no corpo feminino em idade reprodutiva, envolvendo alterações hormonais e físicas que se repetem em média a cada 28 dias. 

Apesar de ser algo comum na vida da maioria das mulheres, ainda existem muitas dúvidas sobre o que é considerado normal em cada fase e quais sinais podem indicar problemas de saúde que precisam de atenção médica. Vamos entender melhor?

Entendendo o ciclo menstrual e suas fases

Para compreender melhor os sintomas, é preciso conhecer as fases do ciclo menstrual, que são divididas em quatro etapas principais: menstrual, folicular, ovulatória e lútea. 

Cada uma delas é marcada por transformações hormonais específicas, que impactam tanto no corpo quanto nas emoções.

Durante essas etapas, podem surgir sintomas considerados comuns, como cólicas, sensibilidade nos seios, variações de humor e mudanças no apetite. 

No entanto, quando os sinais aparecem de forma intensa ou em situações fora do esperado, é importante investigar para descartar alterações hormonais ou doenças ginecológicas.

As 4 fases do ciclo menstrual e seus sintomas

Para facilitar, vamos detalhar as 4 fases do ciclo menstrual e os principais sinais normais e anormais de cada uma delas.

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1. Fase menstrual

Este é o período em que ocorre o sangramento, geralmente de 3 a 7 dias, segundo informações da BP – Beneficência Portuguesa de São Paulo. Durante essa fase, o útero elimina o endométrio que se preparou para uma possível gestação. 

Nos sintomas comuns, você terá cólicas leves, cansaço, dores de cabeça, inchaço e alterações de humor.

Já quando o assunto são os sintomas de alerta, as cólicas incapacitantes, sangramento excessivo que exige a troca de absorvente a cada hora, presença de coágulos grandes e dor persistente que não melhora com analgésicos comuns, é bom ficar de olho.

2. Fase folicular

Essa segunda fase, começa no primeiro dia da menstruação e se estende até a ovulação. É marcada pelo aumento do hormônio estrogênio e pelo amadurecimento dos folículos ovarianos. Isso melhora a disposição, e você pode ver aumento da energia e sensação de bem-estar.

Mas, também há seu momento de alerta, quando sintomas como: ausência total de menstruação sem justificativa, sangramentos fora do período menstrual ou alterações bruscas no fluxo acontecem, é bom ficar de olho juntamente com um médico.

3. Fase ovulatória

Agora, falaremos da terceira fase, que ocorre por volta do 14º dia do ciclo (em ciclos de 28 dias), quando o folículo libera o óvulo. É o período fértil da mulher.

Aqui temos aumento da libido, muco cervical mais elástico e transparente, leve dor pélvica conhecida como “dor do meio”. Mas sentir dor intensa durante a ovulação, ausência completa de sinais férteis ou sangramentos incomuns, são sinais de alerta.

4. Fase lútea

Por fim, vamos falar do pós ovulação, que é quando ocorre um aumento da progesterona, preparando o útero para uma possível gestação. Caso não haja fecundação, o endométrio será eliminado na menstruação seguinte.

Aqui, os sintomas mais comuns incluem inchaço, retenção de líquidos, sensibilidade nos seios, irritabilidade e desejo por doces.

Sintomas de alerta: sintomas intensos que atrapalham a rotina, conhecidos como transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM), ou ausência da menstruação mesmo sem gravidez.

Sintomas que merecem mais atenção

Embora variações sejam esperadas, alguns sinais precisam ser investigados com cuidado. Um exemplo é o corrimento com sangue o que não deve ser confundido com a menstruação.

Isso pode estar relacionado a infecções, alterações hormonais ou até mesmo doenças mais graves, como o câncer ginecológico, segundo a Fio Cruz. Outros sintomas de alerta incluem:

  1. Sangramento irregular entre os ciclos;
  2. Fluxo muito intenso ou muito escasso;
  3. Cólicas severas e incapacitantes;
  4. Alterações súbitas no ciclo sem causa aparente;
  5. Ausência prolongada de menstruação fora da gravidez ou menopausa.

Quando procurar ajuda médica

Nem sempre é fácil diferenciar sintomas normais de anormais. Por isso, consultas regulares com o ginecologista são indispensáveis. Muitas mulheres têm dúvidas sobre quando buscar atendimento, principalmente as adolescentes.

Nesse caso, a primeira consulta ginecológica é fundamental para orientar desde cedo sobre cuidados com a saúde íntima e esclarecer mitos sobre menstruação e ciclo reprodutivo.

Já para mulheres adultas, a recomendação é procurar um especialista sempre que houver dor intensa, irregularidades no ciclo ou qualquer alteração que traga desconforto.

Cuidando da saúde durante o ciclo

Manter hábitos saudáveis pode ajudar a reduzir os desconfortos e melhorar o equilíbrio do organismo ao longo do ciclo. Alguns cuidados importantes incluem:

  1. Praticar atividade física regularmente;
  2. Manter uma alimentação equilibrada e rica em fibras;
  3. Reduzir o consumo de sal para evitar retenção de líquidos;
  4. Investir em momentos de relaxamento para controlar o estresse;
  5. Manter uma boa rotina de sono.

Além disso, clínicas de referência como o Centro Médico oferecem acompanhamento especializado para quem deseja entender melhor os sinais do corpo e receber orientações personalizadas.

Acesso à saúde e acompanhamento contínuo

É fundamental que todas as mulheres tenham acesso facilitado a consultas médicas e exames preventivos. Nesse sentido, buscar serviços de saúde em clínicas populares pode ser uma solução prática e de menor custo, garantindo qualidade no atendimento.

Outro caminho importante é encontrar uma clínica acessível que permita consultas periódicas e acompanhamento contínuo, já que muitos sintomas relacionados ao ciclo só podem ser compreendidos com observação ao longo do tempo.

O ciclo menstrual é um reflexo direto do equilíbrio hormonal e, embora traga sintomas que variam de leves a moderados, é essencial reconhecer quando algo foge do esperado. Conhecer bem o próprio corpo é a melhor forma de identificar alterações precocemente e buscar o tratamento adequado.

Mais do que apenas uma etapa biológica, o ciclo também é uma oportunidade para a mulher fortalecer seu autocuidado e compreender melhor sua saúde reprodutiva. 

Consultas regulares, observação atenta dos sinais e um estilo de vida saudável são aliados poderosos para que cada fase seja vivida com qualidade de vida e bem-estar.

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