Conjuntivite alérgica na primavera: o que é, quais os sintomas e como evitar

Você sabia que existe um tipo de conjuntivite que surge na primavera? Trata-se de uma conjuntivite alérgica que atinge, principalmente, crianças (em especial, meninos), mas também é diagnosticada em adultos.    Quer saber tudo sobre essa doença nos olhos? Então, continue a leitura logo abaixo.   ALERGIAS MAIS COMUNS NA PRIMAVERA   Chegou a primavera! […]

Central de Consultas

nov 14, 2022

Você sabia que existe um tipo de conjuntivite que surge na primavera? Trata-se de uma conjuntivite alérgica que atinge, principalmente, crianças (em especial, meninos), mas também é diagnosticada em adultos. 

 

Quer saber tudo sobre essa doença nos olhos? Então, continue a leitura logo abaixo.

 

ALERGIAS MAIS COMUNS NA PRIMAVERA

 

Chegou a primavera! Uma estação com muitas belezas naturais. Nossos jardins, praças e parques ficam mais vivos com a diversidade de flores e árvores desse momento do ano. 

 

Mas, é preciso ficar atento às alergias da época! Isso porque a primavera traz muitas mudanças ao clima que podem afetar a saúde. 

 

Alguns exemplos de doenças comuns na estação:

 

  • Rinite alérgica;
  • Asma;
  • Bronquite;
  • Sinusite;
  • Roséola;
  • Conjuntivite alérgica.

 

Essas enfermidades são causadas pelo pólen das flores, variações constantes de temperatura e baixa umidade relativa do ar.

 

No texto de hoje, iremos falar sobre uma dessas alergias: a conjuntivite alérgica. Vamos abordar:

 

  • Causas;
  • Sintomas;
  • Diferenças entre conjuntivite alérgica e conjuntivite infecciosa;
  • Como tratar a conjuntivite alérgica na primavera;
  • Prevenção.

 

Agora, você vai saber tudo sobre essa inflamação e ter uma primavera mais tranquila, sem doenças oculares. Confira!

 

CAUSAS

 

A conjuntivite alérgica é causada pelo contato dos olhos com agentes externos. Quando a doença se manifesta na primavera, chamamos de conjuntivite sazonal

 

Isto é, um subtipo da doença que pode ocorrer em qualquer estação, por motivos diferentes. Na primavera, ela surge devido ao pólen das plantas, principalmente. Mas, pode ser resultado de contato com poluição, pó, ácaros, fungos etc. Ou seja, alérgenos transportados pelo ar.

 

Esses agentes externos atacam a conjuntiva (membrana que cobre o branco ocular). A partir disso, o próprio organismo libera substâncias químicas (mediadores) para proteger os olhos, o que provoca a inflamação. 

 

Portanto, a doença é resultado de uma reação do sistema imunológico ao ataque de alérgenos aéreos.

 

SINTOMAS

 

Os sintomas de conjuntivite alérgica são:

 

  • Olho vermelho (hiperemia conjuntival);
  • Desconforto ocular (sensação de “corpo estranho”);
  • Prurido (coceira) na pálpebra e nos olhos;
  • Ardor;
  • Inchaço;
  • Sensibilidade à luz (fotofobia);
  • Visão embaçada;
  • Muita produção de lágrimas;
  • Secreção filamentosa;
  • Blefarite (escamação e criação de crostas nas bordas das pálpebras);
  • Úlcera na córnea;
  • Desconforto nas vias respiratórias (coriza, congestão, coceira, espirros, dor de garganta, tosse);
  • Dor corporal.

 

A inflamação alérgica nos olhos não precisa ter todas essas características, necessariamente. Mas, vermelhidão, coceira e lacrimejamento são muito comuns. Esses são os sinais que já acendem um alerta para a conjuntivite sazonal.

 

DIFERENÇAS ENTRE CONJUNTIVITE ALÉRGICA E CONJUNTIVITE INFECCIOSA

 

Nem todos os sintomas da conjuntivite de primavera são iguais aos da conjuntivite infecciosa. A inflamação alérgica tem algumas características próprias. Confira abaixo:

 

NÃO É CONTAGIOSA

 

A conjuntivite alérgica não é transmissível, pois não é causada por vírus nem bactérias. Então, não existe contágio entre a pessoa alérgica e outros indivíduos ou objetos. 

 

Ainda assim, a higiene é essencial para a prevenção. O importante é ficar longe de agentes externos que provocam a alergia. Alguns cuidados que você pode ter são:

 

  • Lavar bem as mãos;
  • Evitar tocar ou coçar os olhos;
  • Higienizar óculos e lentes;
  • Limpar a casa (de preferência, com pano úmido e sem vassoura);
  • Tirar o pó dos móveis;
  • Manter os ambientes arejados;
  • Trocar roupas de cama e toalhas;
  • Evitar ter tapetes e carpetes nos cômodos;
  • Não guardar objetos em local úmido;
  • Se tiver gato ou cachorro, redobrar os cuidados com a limpeza da casa, tirando os pelos dos móveis.

 

O TIPO DE SECREÇÃO É DIFERENTE

 

Na conjuntivite alérgica de primavera, os olhos lacrimejam ao ficarem vermelhos, sensíveis, inchados e com prurido (coceira). Mas, o tipo de corrimento ocular é diferente da conjuntivite infecciosa.

 

Enquanto as bactérias e vírus produzem líquido branco, amarelo ou verde, a substância secretada na inflamação alérgica é incolor. Esse muco é chamado de secreção filamentosa

 

PODE SER ACOMPANHADA POR SINTOMAS DE ALERGIAS RESPIRATÓRIAS

 

A conjuntivite na primavera não afeta só os olhos. É comum a patologia atingir outras partes do corpo, com sintomas semelhantes aos de doenças respiratórias.  

 

Então, pode ocorrer coriza, coceira na garganta e no nariz, dor corporal, espirros, congestão no nariz ou ouvido e tosse. Isso acontece porque essa conjuntivite está relacionada a outras alergias da estação, como asma, rinite, bronquite e sinusite

 

Essas doenças respiratórias crônicas são fatores de risco para conjuntivite alérgica na primavera.

 

SINTOMAS MAIS LEVES, MAS PERSISTENTES

 

Os sintomas da conjuntivite viral ou bacteriana são mais intensos, com alto risco de contágio. Mas, a conjuntivite sazonal pode ser recorrente, se não receber o tratamento correto e os cuidados preventivos necessários. 

 

Enquanto os olhos estiverem em contato direto com alérgenos, a inflamação pode voltar durante toda a estação. Também, pode ser recorrente todos os anos.

 

COMO TRATAR A CONJUNTIVITE ALÉRGICA NA PRIMAVERA

 

O diagnóstico de conjuntivite alérgica é feito pelo oftalmologista. Após a consulta, o médico pode identificar a doença e iniciar um tratamento imediato. Geralmente, a inflamação sazonal é de fácil detecção e não necessita de exames complementares. 

 

O tratamento da conjuntivite alérgica é feito com soro fisiológico e colírio.

 

O colírio para conjuntivite alérgica pode ser de vários tipos diferentes, dependendo da intensidade da inflamação. Existem medicamentos por via oral que são usados para tratar a doença, também.

 

O oftalmologista é quem vai determinar qual o melhor remédio para conjuntivite no seu caso. Por isso, agende uma consulta com o médico assim que os primeiros sintomas surgirem.

 

PREVENÇÃO

 

A conjuntivite alérgica pode ser prevenida com algumas mudanças no seu cotidiano, especialmente na primavera. Adote os seguintes hábitos:

 

  • Proteger os olhos com óculos de sol ao sair na rua;
  • Fugir da poluição;
  • Manter hábitos de higiene para evitar pó, poeira e ácaro nos móveis e objetos;
  • Reduzir o contato direto com flores, plantas, grama, árvores;
  • Evitar fazer serviços de jardinagem;
  • Consultar com oftalmologista periodicamente.

 

Ir ao oftalmologista, pelo menos, uma vez ao ano é necessário para acompanhar a saúde dos seus olhos de perto. 

 

Mas, se você apresentar fatores de risco para a conjuntivite alérgica, é preciso aumentar a frequência de consultas anuais. O mesmo deve ser feito se você já teve a doença anteriormente. 

 

O médico pode detectar quais alérgenos afetam seus olhos e, assim, você evita o contato com esses agentes externos. Chegue preparado à nova estação e diga adeus às alergias!

 

Para cuidar dos seus olhos nessa primavera, agende uma consulta oftalmológica. Entre em contato com a Central de Consultas pelo site www.centraldeconsultas.med.br ou telefone (51) 3227.1515. Se quiser, agende também pelo Whatsapp.

 

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