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Doenças respiratórias que atingem nariz e garganta

As doenças respiratórias podem afetar as vias aéreas superiores ou vias aéreas inferiores. Essas patologias atingem as cavidades nasais, cavidade oral, faringe, laringe, traquéia, brônquios, pulmões e diafragma. Também, é possível que comecem em um órgão e, com o tempo, espalhem-se para outras partes do sistema respiratório.

 

Aglomerações, ambientes mal ventilados e falta de higiene aumentam os riscos de infecções desse tipo. Além disso, inalação de produtos químicos e fumaças tóxicas é outro agente causador, principalmente, de doenças nos pulmões. Fatores genéticos também causam essas patologias (especialmente, as crônicas).

 

Qualquer pessoa pode ter doenças respiratórias. Mas, estas costumam ser mais agressivas e com mais riscos de complicações em crianças, idosos e indivíduos com comorbidades

 

O inverno é a época do ano em que mais surgem casos de infecções das vias aéreas. Contudo, também é possível contrair doenças respiratórias no verão. Afinal, nesse momento do ano, ocorrem aglomerações (festas, férias, viagens) e alguns fatores climáticos que apresentam riscos à saúde. É o caso da baixa umidade relativa do ar, que acontece em períodos de intenso calor e falta de chuvas. 

 

Ainda, em dias quentes, muitas pessoas dão preferência ao ar-condicionado e deixam os ambientes sem ventilação natural. Isso contribui para a proliferação e transmissão de vírus que atingem o sistema respiratório. Há também outros riscos que aumentam no verão, como os afogamentos, que provocam patologias nos pulmões.

 

Portanto, mesmo nesta estação, é necessário estar atento às doenças respiratórias, nas suas prevenções, sintomas e tratamentos. 

 

TIPOS DE DOENÇAS RESPIRATÓRIAS

 

Essas patologias são divididas em dois grupos diferentes: agudas e crônicas. 

 

As doenças respiratórias agudas duram até 3 meses, sendo que, em vários casos, são curadas em menos de 1 mês. Geralmente, são provocadas por vírus, bactérias ou fungos, mas também há outras causas, como acidentes. 

 

Já as doenças respiratórias crônicas levam, pelo menos, mais de 3 meses para serem tratadas. Inclusive, é possível que durem a vida toda e tenham momentos de crise. As causas dessas enfermidades variam: predisposição genética, microorganismos, alergias, má qualidade do ar, tempo prolongado de práticas prejudiciais à saúde. 

 

O tempo para tratar doenças agudas e crônicas também é divergente. Como nas patologias crônicas os sintomas demoram a desaparecer, o tratamento é mais longo, principalmente naquelas que podem ser curadas. 

 

Em contrapartida, as doenças respiratórias agudas são tratadas mais rapidamente e, quando leves, o tratamento pode ser feito em casa. Independentemente do tempo para curá-las ou reduzir sintomas, buscar atendimento médico é necessário

 

Os profissionais que tratam essas inflamações podem ser clínicos gerais, otorrinolaringologistas ou pneumologistas. Na Central de Consultas, você agenda um atendimento com uma dessas especialidades sempre que precisar, pelo site centraldeconsultas.med.br ou pelo telefone e Whatsapp (51) 3227-1515

 

A seguir, falaremos um pouco mais sobre as doenças que atingem o trato respiratório superior, em especial nariz e garganta. São elas:

  • Resfriado comum;
  • Gripe;
  • Faringite;
  • Covid-19;
  • Laringite;
  • Rinite crônica (alérgica e não-alérgica);
  • Sinusite.

 

Resfriado comum

 

O resfriado (rinofaringite) é uma doença respiratória aguda, que atinge nariz, garganta, seios paranasais e laringe.

 

É frequentemente confundido com a gripe. Mas, apesar de também ser uma infecção viral, o agente etiológico é diferente. Existem mais de 200 vírus responsáveis pelo resfriado, porém, os mais comuns são os do tipo Rinovírus

 

Seus principais sintomas são nariz entupido, coriza, espirro, tosse, dor de garganta, cansaço e febre baixa. Semelhantes aos da gripe, porém mais leves.

 

Geralmente, os sintomas de nasofaringite desaparecem após uma ou duas semanas e podem ser tratados em casa. Mas, se durarem mais do que esse período ou se surgir febre alta, é necessário procurar um clínico geral ou otorrinolaringologista. 

 

Para bebês, dificuldade para respirar, dor de ouvido, dor abdominal, vômito e excesso de sono servem de alerta. Além disso, febre alta (39,5°C) com suor e calafrios por mais de três dias é outro sinal de risco. 

 

Sem tratamento, o resfriado infantil pode sofrer complicações como sinusite, laringite, otite média aguda e exacerbação da asma. Ainda, existe o risco extremamente raro de uma nasofaringite evoluir para pneumonia bacteriana em imunossuprimidos (pessoas com câncer ou transplantadas).

 

Para tratar o resfriado comum, o médico pode receitar anti-inflamatórios, antitérmicos, analgésicos, anti-histamínicos, descongestionantes nasais e xaropes expectorantes. Pastilhas para garganta e soro fisiológico (para limpeza interna do nariz) também podem ser recomendados. 

 

Leia mais: Doenças mais comuns no Outono: como preveni-las?

 

Gripe

 

Assim como o resfriado, a gripe é uma doença respiratória aguda e viral. Mas o vírus responsável é o do tipo Influenza, dividido em três grupos diferentes (A, B e C). O Influenza A é o mais comum, pode ser mais grave e tem vários subtipos diferentes, como H1N1, H3N2, H2N2, H5N1

 

Os principais órgãos afetados pela gripe são nariz, garganta e pulmão. Os sintomas podem surgir repentinamente e durar até 10 dias. Os sinais de infecção gripal são: congestão nasal, coriza, espirro, tosse seca, dor de garganta, lacrimejamento ocular, dor de cabeça, dor no corpo ou nos músculos, cansaço, febre e calafrios

 

A gripe também pode ser tratada em casa, em casos leves. Mas, se os sintomas forem intensos, ou se atingirem crianças, idosos e pessoas com comorbidades, é importante consultar um médico. 

 

O tratamento é feito com antivirais, anti-inflamatórios e analgésicos (para aliviar as dores). Para diminuir o desconforto nasal, podem ser recomendados descongestionantes e limpeza com soro fisiológico.  

 

Sem tratamento adequado, a gripe evolui para otite, sinusite e, mais raramente, pneumonias e broncopneumonias. Para evitar surtos e pandemias (como a de H1N1, em 2009), o SUS disponibiliza vacina contra a Influenza anualmente

 

A campanha é destinada a grupos prioritários. Mas, nas clínicas particulares (e na saúde pública, quando sobram doses) pessoas fora do grupo de risco podem ser vacinadas. A vacinação é importante para reduzir a circulação do vírus e o surgimento de novas variantes. 

 

Faringite

 

É uma doença respiratória aguda, que pode ser de dois tipos: viral ou bacteriana. A faringe é a parte superior da garganta, responsável por conectar o nariz e a boca à laringe e ao esôfago. Pessoas com faringite enfrentam dor de garganta, dificuldade para engolir e sensação de garganta arranhada.

 

Os outros sintomas da doença dependem do tipo de infecção. Na transmissão viral, a faringite resulta em febre baixa, tosse e coriza e pode ser consequência de gripe ou resfriado. Já na contaminação bacteriana, surgem febre alta, dores no corpo, aumento dos linfonodos e, às vezes, secreção purulenta nas amígdalas.   

 

Se os sintomas durarem mais de uma semana, é importante consultar um otorrinolaringologista ou clínico geral. O tratamento é feito com antiviral ou antibacteriano (dependendo do agente etológico) e remédio para dor de garganta. Repouso e ingestão de líquido também são recomendados. 

 

A infecção bacteriana por estreptococos é a mais perigosa, se não for tratada adequadamente. Ela pode causar febre reumática, abscesso peritonsilar, endocardite bacteriana, otite, sinusite, pneumonia e meningite.

 

Covid-19

 

Essa doença respiratória aguda, causada pelo vírus SARS-CoV-2, foi descoberta no fim de 2019, na China. Desde então, já sofreu diversas mutações e originou novas cepas. 

 

Os sintomas de coronavírus podem ser semelhantes ao de um resfriado ou gripe. Como, por exemplo, nariz entupido, coriza, dor de garganta, tosse, dor de cabeça, febre e mal-estar. Porém, perda de olfato e paladar também ocorrem. Em casos graves, a Covid resulta em falta de ar e necessita de atendimento emergencial e internação hospitalar.

 

Quando uma pessoa tem sintomas do vírus ou esteve em contato com alguém contaminado, é necessário fazer um teste. Isso permite que o tratamento seja realizado rapidamente, evitando complicações, e impede a transmissão da patologia.

 

A vacinação, disponível pelo SUS, é a melhor forma de prevenção. O esquema vacinal é completo com duas doses primárias (ou dose única) e duas de reforço.  

 

A Covid leve pode ser tratada por clínico geral, até mesmo por telemedicina. Isolamento social até o fim da infecção, repouso, ingestão de líquido e alimentação leve são medidas básicas para tratamento. Em alguns casos, o médico pode recomendar o uso de analgésicos para aliviar as dores. 

 

Leia mais: COVID – Aumento de casos com as festas de final de ano

 

Laringite

 

A laringite é uma doença infecciosa (viral ou bacteriana) ou causada por esforço vocal, inalação de alérgenos ou refluxo gastroesofágico. A contaminação por vírus é a mais comum, principalmente, quando decorre de outra doença, como faringite ou amigdalite.

 

A laringe é o órgão que conecta a faringe à traquéia e onde as cordas vocais estão localizadas. Quando há inflamação, os sintomas mais comuns são rouquidão e perda de voz, tosse, pigarro, dor e sensação de garganta arranhada. Também pode ocorrer febre baixa.

 

A doença é aguda ou crônica, dependendo de quanto tempo dura a inflamação. Se a rouquidão e a tosse permanecerem por mais de três semanas, trata-se de laringite crônica.

 

O tratamento também varia conforme as causas da patologia. Na maioria dos casos, são necessários apenas descanso da voz, hidratação e, quando o médico receitar, analgésicos e anti-inflamatórios. Na infecção bacteriana, são usados antibióticos. Se a laringite for resultado de um refluxo gastroesofágico, um gastroenterologista deve ser consultado também.  

 

Sem tratamento adequado, a laringite crônica pode causar tumores nas cordas vocais e obstruir as vias respiratórias levando à morte.

 

Rinite crônica

 

Trata-se de inflamação que atinge as mucosas nasais e é dividida em dois tipos: alérgica e não-alérgica. É uma doença que pode ser hereditária e, também, surgir apenas em idade avançada. 

 

Na rinite alérgica, o organismo, quando em contato com alérgenos no ar (pó, poeira, pólen, pelo de animais etc.), tem uma reação. Isso acontece para impedir que essas partículas entrem nos pulmões. A reação do organismo causa sintomas como espirros, coceira nos olhos, nariz e garganta, tosse seca e dor de cabeça

 

Já na rinite não-alérgica (a menos comum), as causas estão relacionadas a outros motivos. Como, por exemplo, quedas de temperatura, poluição, uso excessivo de descongestionante nasal, consumos de alimentos picantes e fatores emocionais. Os sintomas são semelhantes aos da alergia, porém, coceira nos olhos, nariz e garganta não costuma ocorrer. 

 

As crises de rinite duram poucos dias, geralmente. Elas podem ser tratadas com medicamentos ou vacinas antialérgicas, sprays nasais e soro fisiológico para limpeza das narinas. Em casos muito graves e quando outros tratamentos não funcionam, pode ser realizada cirurgia. Entretanto, isso é extremamente raro. 

 

A doença também pode ser prevenida com alguns hábitos, como evitar contato com pó, pelúcia, pelos de animais e fumaça. Para isso, é necessário trocar roupas de cama e toalhas regularmente, limpar a casa com pano úmido ou aspirador e manter os ambientes bem arejados.

 

Leia mais: O que provoca a rinite alérgica?

 

Sinusite 

 

A sinusite é uma inflamação nas mucosas dos seios paranasais. Estes são cavidades ósseas vazias ao redor dos olhos, nariz e maçãs do rosto que servem para diminuir o peso do crânio. 

 

O que acontece na doença é que o muco produzido nas mucosas nasais não é drenado pelos cílios que revestem as vias aéreas. Assim, ele acumula na região e entra em contato com micro-organismos que provocam infecções e alergias. Isso causa obstrução e inchaço dos seios da face. 

 

Os principais sintomas da doença são: dor no rosto e cabeça, sensibilidade ocular, nariz entupido, secreção nasal (amarelada, esverdeada ou sanguinolenta), tosse, dor de garganta e mau hálito. A congestão e acúmulo de muco dificultam a respiração pelo nariz, principalmente à noite, quando os sintomas são mais intensos. 

 

A sinusite pode ser aguda ou crônica. A infecção aguda surge repentinamente, dura até 4 semanas e é provocada por vírus, bactérias, mudanças de temperatura ou baixa umidade. 

 

Já a sinusite crônica leva de 4 até 12 semanas para o desaparecimento dos sintomas e pode ser recorrente. As causas estão relacionadas a alergias, fatores hereditários, outras doenças crônicas (rinite, asma, fibrose cística) ou resfriados não curados. 

 

A patologia pode ser tratada com antibióticos, anti-inflamatórios, anti-histamínicos, corticóides e hidratação nasal. Esta última é importante para remover a secreção acumulada e é feita com soro fisiológico e sprays. 

 

Sem tratamento, a sinusite pode causar infecções nos olhos (celulites orbital e pré-septal) e ossos do crânio (osteomielite frontal).

 

Agora que você já sabe tudo sobre as doenças respiratórias de nariz e garganta, é hora de cuidar da sua saúde! Agende um atendimento de otorrinolaringologia na Central de Consultas pelo site centraldeconsultas.med.br ou pelo telefone e Whatsapp (51) 3227-1515. Fazer acompanhamento médico é essencial em patologias crônicas ou assim que surgem sintomas de infecções.

 

Em caso de Covid e outras doenças respiratórias virais, você também pode realizar uma consulta por telemedicina. O atendimento é feito via chamada de vídeo no Whatsapp por clínico geral. Assim, não é preciso sair de casa para receber orientação médica e prescrições e atestados com certificado digital. Saiba mais sobre os serviços de telemedicina no site.

 

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