Implanon: Como funciona e quais são os benefícios do chip anticoncepcional?

O implante anticoncepcional, também chamado de chip anticoncepcional ou implanon, é um método contraceptivo reversível de longa duração. Além disso, é um contraceptivo hormonal, assim como DIU horrmonal, pílula, anticoncepcional injetável, anel vaginal e adesivo.

 

Atualmente, o implanon é considerado o anticoncepcional mais eficaz, com apenas 0,05% de risco de falha. Essa eficiência supera até mesmo os métodos irreversíveis, como laqueadura tubária, tornando o implante uma opção segura para evitar gravidez indesejada.

 

No post de hoje, falaremos mais sobre as características desse contraceptivo. Continuando a leitura, você vai saber:

  • O que é implanon?
  • Quanto tempo dura o chip anticoncepcional?
  • Como funciona o chip anticoncepcional?
  • Como o implante contraceptivo é colocado na pele?
  • Quem pode usar o implanon?
  • Quais são os efeitos colaterais do implanon?

 

Antes de usar este ou outros métodos contraceptivos femininos é necessário fazer consultas e exames com ginecologista. É importante cuidar da sua saúde íntima regularmente e ter acompanhamento de um médico dessa especialidade, desde a adolescência até a terceira idade.

 

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O QUE É IMPLANON?

 

Implanon é um bastonete flexível de silicone com 4cm de comprimento e 2mm de diâmetro (semelhante a um palito de fósforo). Trata-se de um implante subcutâneo que deve ser colocado no antebraço da mulher. O procedimento só pode ser feito por ginecologista e com anestesia local.

 

Como dito anteriormente, o chip anticoncepcional é um método contraceptivo reversível de longa duração (assim como o DIU). A eficácia do implanon é superior a 99%, ele não causa incômodos na pele e sua cicatriz é discreta.

 

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QUANTO TEMPO DURA O CHIP ANTICONCEPCIONAL?

 

O tempo de duração do chip anticoncepcional é de 3 anos. Depois desse período, o contraceptivo perde sua reserva hormonal e não apresenta proteção suficiente para impedir uma gravidez.

 

Porém, é possível retirar o implanon antes de 3 anos de uso, caso a mulher queira trocar de anticoncepcional ou engravidar. O procedimento de retirada do implante também é feito por ginecologista com anestesia local.

 

COMO FUNCIONA O CHIP ANTICONCEPCIONAL?                   

 

Depois de ser inserido no corpo da mulher, o implanon libera um hormônio sintético chamado etonogestrel (derivado da progesterona). A substância é absorvida na corrente sanguínea e age para bloquear a ovulação e deixar o muco cervical mais espesso. Essas duas ações impedem a fecundação e dificultam a motilidade dos espermatozoides.

 

A liberação do hormônio é contínua, mas em quantidade menor do que a presente na pílula. Além disso, o chip anticoncepcional não possui estrogênio. Esses são alguns motivos que explicam por que o implante contraceptivo tem menos riscos de provocar trombose, comparado a outros métodos hormonais.

 

O implanon apenas funciona como anticoncepcional e não protege contra as infecções sexualmente transmissíveis (IST). Por isso, é necessário utilizá-lo acompanhado de camisinha (masculina ou feminina) em todas as relações sexuais.

 

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COMO O IMPLANTE ANTICONCEPCIONAL É COLOCADO NA PELE?

 

O implanon deve ser posto sob a pele entre o 1º e o 5º dia da menstruação, preferencialmente. Caso ele seja colocado fora desse período, é preciso combiná-lo com outro método contraceptivo não-hormonal nas duas primeiras semanas de uso.

 

Para mulheres no período pós-parto e de lactação, é necessário esperar o puerpério (60 dias após a gestação). Respeitando esse prazo, o chip anticoncepcional pode ser usado normalmente pois não altera o leite materno.

 

A inserção do chip anticoncepcional deve ser feita por um ginecologista, em consultório médico. Antes disso, o profissional faz exames para verificar se a paciente pode utilizar esse método contraceptivo.

 

Uma vez que o uso do implanon é aprovado, o primeiro passo é fazer a assepsia do antebraço, com gaze e álcool. Em seguida, o médico aplica a anestesia local com uma agulha fina para que o procedimento seja seguro e indolor.

 

A inserção do bastonete de silicone é feita com um aplicador especial. O chip é posicionado no antebraço a uma distância de 8cm do cotovelo, aproximadamente. O procedimento é realizado no braço não dominante da paciente para não atrapalhar suas atividades de rotina.

 

Por fim, é feito um curativo com faixa (para evitar hematomas), que pode ser removido no mesmo dia, algumas horas depois.

 

A inserção do implanon é rápida (dura 15 minutos, aproximadamente). Geralmente, não é necessário nenhum cuidado especial ou limpeza específica da cicatriz. Depois de tirar a faixa, o braço pode ser lavado normalmente com água e sabonete comum.

 

A única recomendação é que a paciente verifique a evolução da cicatrização. Se a mulher notar algum problema, deve voltar ao médico.

 

É bastante raro que o implanon saia do lugar ou seja expelido pelo organismo. O chip pode ser sentido com o toque e caso alguma alteração seja percebida, é importante avisar o ginecologista. Para verificar o posicionamento do implante anticoncepcional, o médico faz exames como ecografia ou ressonância magnética.

 

QUEM PODE USAR O IMPLANON?

 

O implante anticoncepcional é indicado para mulheres de diferentes faixas etárias, desde que estejam em idade reprodutiva. Como dito anteriormente, é um método seguro para lactantes (desde que respeitado o puerpério). Também, pode ser usado por adolescentes.

 

Existem muitos motivos para optar por esse método contraceptivo. A principal vantagem do implanon é a sua eficiência. Esta é superior à de outros anticoncepcionais reversíveis hormonais, como:

  • Injeção (97%);
  • Pílula (94-97%);
  • Adesivo (91%);
  • Anel (91%).

 

Mesmo comparado a outros métodos com mais de 99% de eficácia, como o DIU, o implante contraceptivo está em vantagem. O índice de falha do chip é de 0,05%. Enquanto isso, DIU hormonal e DIU não-hormonal possuem maior risco de ineficiência (0,2% e 0,6%, respectivamente), ainda que bem baixo.

 

O implanon também consegue ser mais seguro do que os métodos contraceptivos irreversíveis, como laqueadura tubária e vasectomia. Apesar de todos terem mais de 99% de eficácia, o índice de falha é levemente maior nos dois últimos. A vasectomia pode falhar em 0,15% dos casos. Já a laqueadura, em 0,5%.

 

A eficácia do implante contraceptivo é ainda mais significativa quando comparada à dos anticoncepcionais não-hormonais (que têm entre 80% de eficiência).

 

Outra razão para escolher o implanon é que ele não necessita de doses diárias, como a pílula. Ainda, não precisa ser substituído frequentemente (semanas ou meses), como adesivo, anel vaginal ou injeção. Depois da inserção, a mulher só precisará trocar o implante após 3 anos. Isso é uma vantagem para quem costuma esquecer o uso de anticoncepcionais de curta duração.

 

O chip também é recomendado para mulheres que têm restrição ao estrogênio e não podem tomar pílula anticoncepcional. Além do mais, é uma alternativa para quem possui alergias ao cobre ou prata e não pode usar DIU.

 

Outros motivos para fazer uso de implante anticoncepcional estão relacionados à menstruação: endometriose, cólicas, fluxo intenso e fortes sintomas de TPM. O implanon ajuda a controlar essas condições e até pode interromper a menstruação, em muitos casos.

 

Por fim, trata-se de um método reversível, ao contrário da laqueadura. Ou seja, é uma vantagem para mulheres que querem um anticoncepcional de alta proteção agora, mas que pretendem engravidar futuramente.

 

Contudo, nem todas as mulheres em idade reprodutiva podem utilizar o chip anticoncepcional. Existem algumas contraindicações ao implanon, como:

  • Histórico de doenças hepáticas graves (incluindo hepatite e cirrose);
  • Icterícia;
  • Histórico de tumores no fígado (benignos ou malignos);
  • Histórico de câncer de mama;
  • Histórico de câncer do colo do útero;
  • Sensibilidade (ou suspeita de sensibilidade) a esteroide sexual;
  • Hipersensibilidade ao etonogestrel, progesterona ou a outro componente do implanon;
  • Sangramento vaginal não diagnosticado;
  • Caso recente de infecção pós-parto ou abortamento séptico (até 3 meses);
  • Infecção aguda no útero ou nas tubas uterinas;
  • Malformações no útero;
  • Doença Inflamatória Pélvica (DIP);
  • Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST);
  • Trombose venosa profunda ou embolia pulmonar;
  • Histórico de doença cardíaca isquêmica.

 

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QUAIS SÃO OS EFEITOS COLATERAIS DO IMPLANON?

 

Apesar das vantagens, em algumas mulheres, o implanon pode causar reações adversas, como:

  • Irregularidade menstrual;
  • Sangramento de escape;
  • Leve retenção de líquido;
  • Leve aumento da oleosidade da pele e da acne;
  • Dores leves na cabeça, abdômen e seios;
  • Alterações no humor;
  • Diminuição da libido;
  • Cloasma (manchas amarelo-acastanhadas na pele). Mas isso pode ser evitado se a mulher não se expor ao sol, principalmente sem protetor solar.

 

O efeito colateral do implanon mais comum é a menstruação irregular, que pode ocorrer nos 6 primeiros meses de uso. Esse é um período de adaptação do organismo ao contraceptivo. Por isso pode haver redução (mais recorrente) ou aumento do fluxo menstrual e sangramento de escape (fora da menstruação).

 

Depois de 6 meses, o fluxo diminui bastante e algumas mulheres podem ter amenorreia (ausência de menstruação). Porém, se o implante for removido, os efeitos cessam, pois a liberação do hormônio etonogestrel é interrompida.

 

Como dito anteriormente, o implanon deixa uma cicatriz na pele, mas ela é pequena, discreta e não causa incômodos estéticos. O contorno do chip também não pode ser visto, apenas sentido de leve ao toque.

 

Os efeitos colaterais do implante contraceptivo costumam ser leves e a maioria deles melhora após o 3º mês de uso. Mas, caso a mulher não se adapte ao chip anticoncepcional, é possível trocá-lo por outro método.

 

O processo de retirada do implante é simples, também feito em consultório com ginecologista. Ainda, é um procedimento rápido que pode ser finalizado em 15 minutos.

 

Assim como na inserção, a remoção do bastonete precisa ser realizada com assepsia e anestesia local. Depois, o médico faz um pequeno corte (de 3 a 4mm) na região onde o chip foi implantado. Na sequência, o implanon é puxado, delicadamente, com uma pinça.

 

O ginecologista faz um curativo (ponto falso) que deve ser mantido de 24 a 48 horas para a cicatrização da pele. Depois, enfaixa a região para evitar hematomas. Passado o período de cicatrização, é possível retirar o curativo e voltar com as atividades normais. A cicatriz do processo de remoção também é pequena e não costuma causar problemas.

 

Após a retirada do implanon, a ovulação e a fertilidade voltam ao normal e a mulher pode engravidar.

 

Se você tem interesse em fazer uso desse método contraceptivo, procure um ginecologista. Com acompanhamento médico e realização de exames, você faz todo o procedimento de colocação do chip com segurança e tranquilidade.

 

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