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Prevenção ao suicídio: a importância do Setembro Amarelo

O QUE SIGNIFICA SETEMBRO AMARELO?

 

Setembro Amarelo é o mês de prevenção ao suicídio e conscientização sobre transtornos mentais. Essa é uma iniciativa do Centro de Valorização da Vida (CVV), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).

 

O Brasil adota a campanha desde 2015. A escolha deste mês específico tem relação com o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, comemorado em 10 de setembro.

 

Hoje, falaremos mais sobre a história do mês setembro amarelo e sobre estatísticas de suicídio no mundo e no Brasil. Também citaremos os principais sinais de alerta para esse problema e as formas de ajudar alguém que está enfrentando transtornos mentais.

 

Lembre-se que a saúde mental, assim como a saúde física, necessita de constante cuidado. Por isso, é preciso fazer consultas de rotina com profissionais de Psiquiatria e Psicologia. Na Central de Consultas, você pode agendar atendimentos com essas e outras especialidades pelo site centraldeconsultas.med.br ou telefone (51) 3227-1515.

 

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HISTÓRIA DO SETEMBRO AMARELO

 

Muitos países adotam medidas de prevenção ao suicídio. Inclusive, a campanha brasileira inspira-se em uma iniciativa que surgiu nos Estados Unidos em 1994, após a morte de um adolescente. Parentes e amigos de Mike Emme, que se suicidou aos 17 anos, distribuíram cartões com frases de apoio durante seu velório. Esses cartões foram amarrados em fitas amarelas, uma referência a cor do carro do jovem.

 

A ideia influenciou outras pessoas a participarem de projetos de conscientização sobre suicídio, sendo adotada posteriormente por instituições de saúde. Atualmente, durante todo o mês de setembro, órgãos governamentais e empresas privadas promovem atividades para ampliar as discussões sobre saúde mental.

 

DADOS SOBRE SUICÍDIO NO BRASIL E NO MUNDO

 

Suicídio e transtornos mentais ainda são temas tabus na sociedade. É preciso debater esses assuntos urgentemente, especialmente no cenário brasileiro.

 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), anualmente, mais de 700 mil pessoas se suicidam no mundo inteiro. Isso corresponde a uma em cada 100 mortes registradas. Além disso, para jovens de 15 a 29 anos, essa é a quarta principal causa de morte. Está atrás apenas de acidentes de trânsito, tuberculose e violência interpessoal.

 

No Brasil, só em 2022, foram registrados 16.262 casos de suicídio. Isto é, todos os dias no país, aproximadamente, 44 pessoas tiram a própria vida. Esse número representa um crescimento de 11,8% em relação a 2021, ano em que foram registrados 14.475 suicídios.

 

Contudo, o aumento nos casos não é um fenômeno recente no país. Estima-se que, na última década (de 2010 a 2019), a taxa de suicídio no Brasil cresceu 43%.

 

A realidade brasileira é semelhante ao restante das Américas. A região tem apresentado elevação nas estatísticas de suicídio nos últimos anos. Nas últimas duas décadas (entre 2000 e 2019), o continente viu um aumento de 17% nesses casos. Só em 2019, estima-se que 97.339 pessoas se suicidaram na América do Norte, América Central ou América do Sul.

 

Os números são ainda mais críticos quando pensamos que, para cada morte, há outras 20 tentativas de suicídio. Portanto, campanhas mundiais de conscientização são extremamente necessárias, incluindo iniciativas que informem sobre transtornos mentais. Afinal, as principais causas para o suicídio são a depressão, o transtorno bipolar e o abuso de álcool e outras drogas.

 

SINAIS DE ALERTA PARA O SUICÍDIO

 

A pessoa que tem ideação suicida costuma dar sinais desse problema. É importante saber identificar essas características para poder ajudar o indivíduo a procurar um profissional de psicologia ou psiquiatria e iniciar um tratamento.

 

Alguns dos principais sinais de alerta para o suicídio são:

 

  • Conversas pessoais e publicações nas redes sociais sobre ideação suicida;
  • Participação em grupos em redes sociais que incentivam o suicídio e outros comportamentos destrutivos;
  • Isolamento social, incluindo isolamento da família e amigos próximos;
  • Ausência ou abandono de planos para o futuro;
  • Desinteresse e perda de prazer em atividades que a pessoa costumava gostar;
  • Desinteresse em atividades de extrema importância e/ou situações sérias;
  • Abuso de álcool, cigarro e outras substâncias;
  • Agressividade, impulsividade, comportamentos destrutivos e de risco;
  • Mudanças repentinas de humor;
  • Desânimo, negatividade, pessimismo;
  • Sentimentos intensos de culpa e vergonha;
  • Despedidas da família e amigos, testamentos, partilha de bens pessoais.

 

Além disso, é extremamente importante ficar atento a transtornos mentais não tratados ou tratados insuficientemente. Por exemplo, depressão, ansiedade, transtorno obsessivo compulsivo, transtorno bipolar, síndrome do pânico, esquizofrenia, transtorno de estresse pós-traumático etc. Outras causas são síndrome de burnout, abuso de substâncias e transtornos alimentares.

 

Ademais, vivência de situações traumáticas e de grande dificuldade também podem ser gatilho para o suicídio. Como, por exemplo, acidentes, violência, abusos, perda de entes queridos, descoberta de doenças crônicas e graves, situação familiar conturbada. Problemas financeiros também são possíveis causas para o indivíduo atentar contra a própria vida, como desemprego e vulnerabilidade social.

 

ATITUDES PARA PREVENIR O SUICÍDIO

 

Pessoas com ideação suicida precisam ser levadas a sério. Muitas vezes, elas dão diversos sinais de que estão passando por problemas e estão com a saúde mental abalada. Portanto, é extremamente importante ouvi-las e acolhê-las nos momentos de dificuldade.

 

Por isso, citamos algumas atitudes que familiares e amigos podem ter para ajudar esses indivíduos e prevenir o suicídio:

 

  • Conversar, com disposição a ouvir o que a pessoa tem a dizer, sem julgamentos e tabus;
  • Demonstrar empatia pelo problema que a pessoa está enfrentando;
  • Demonstrar cuidado, afeto e preocupação;
  • Incentivar o indivíduo a buscar auxílio profissional, com psicólogo e psiquiatra e até mesmo grupos de apoio e CVV (Centro de Valorização da Vida).

 

Se você está passando por momentos de vulnerabilidade ou conhece alguém que está enfrentando transtornos mentais, procure ajuda profissional. Com o acompanhamento de psicólogos e psiquiatras é possível superar esses problemas e ter uma vida normal.

 

A depressão e outros transtornos mentais são tratados com psicoterapia e, em muitos casos, com medicamentos também. O tratamento é decidido pelo profissional de saúde, que busca a melhor terapia para o caso específico do paciente.

 

Na Central de Consultas, você agenda atendimento psicológico ou psiquiátrico pelo site centraldeconsultas.med.br ou telefone (51) 3227-1515. Trate a sua saúde mental como prioridade e melhore a sua qualidade de vida. Não espere o Setembro Amarelo para se preocupar.

 

Em situações urgentes, você pode ligar para o CVV, número 188, com atendimento disponível 24 horas. Se preferir, também é possível entrar em contato pelo e-mail [email protected] ou pelo chat presente no site www.cvv.org.br/chat. As conversas são feitas com funcionários do Centro de Valorização da Vida e preservam o anonimato.

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