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O que é labirintite e quais são os seus sintomas?

A labirintite é um distúrbio que afeta uma estrutura óssea do ouvido interno, pequena e delicada, com formato de caracol, chamada labirinto

 

Essa região é formada pela cóclea, vestíbulo e canais semicirculares e é dividida em duas partes: labirinto anterior e labirinto posterior. A parte anterior é responsável pela audição, enquanto à estrutura posterior cabe o equilíbrio e as noções de posição corporal.

 

Quando o labirinto está inflamado (geralmente, devido a alguma infecção viral ou bacteriana), há inchaço e irritação na região. Então, essas características dificultam a comunicação entre o ouvido interno e o sistema nervoso central. É por isso que as funções do labirinto ficam comprometidas e, durante a inflamação, há perda de audição, vertigens e tonturas

 

Na medicina, essa condição é chamada de labirintopatia ou distúrbio vestibular periférico. Porém, o nome labirintite é mais popular e aceito no senso comum. A enfermidade é mais comum em pessoas com idade igual ou superior a 40 anos. 

 

Continue a leitura para saber mais sobre:

 

  • O que causa labirintite e quais são os fatores de risco;
  • Sintomas de labirintite;
  • Tratamento;
  • Prevenção;
  • O que fazer durante as crises de labirintite.

 

O QUE CAUSA LABIRINTITE E QUAIS SÃO OS FATORES DE RISCO

 

Como dito anteriormente, a labirintite é provocada por doenças virais ou bacterianas, na maioria das vezes. Gripes, resfriados, sinusites e amigdalites são algumas das infecções que atingem o labirinto. Isso ocorre porque o ouvido interno está interligado aos órgãos do trato respiratório superior (nariz, garganta, amígdalas, laringe). 

 

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Outras causas possíveis são as condições que atingem os ouvidos diretamente, como infecções (otite) e obstruções (acúmulo de cera ou presença de corpo estranho). Distúrbios da orelha interna também podem provocar a labirintite, como é o caso da vertigem posicional paroxística benigna (VPPB). 

 

A VPPB causa rápidos episódios de vertigem, decorrentes de mudanças na posição da cabeça. Os movimentos fazem com que os otólitos (partículas de carbonato de cálcio que ficam no ouvido interno) se soltem do utrículo (espécie de “bolsa” na região, que armazena as partículas). Assim, os otólitos caem no canal semicircular do labirinto e isso causa a inflamação.

 

A labirintite também tem outros motivadores, como aqueles que afetam o cérebro diretamente. É o caso de doenças neurológicas, como enxaqueca, tumores cerebrais e traumatismo craniano

 

Ademais, entre outras causas possíveis estão os níveis elevados de colesterol e triglicerídeos no sangue. Isso porque o excesso dessas gorduras entope as artérias, o que dificulta a circulação sanguínea entre o labirinto e o cérebro. Por isso, a hipertensão é um fator de risco para a labirintite.

 

Outros motivos que podem provocar quadros de labirintopatia são:  

 

  • Disfunção da articulação temporomandibular (ATM);
  • Meningite;
  • Alergias;
  • Alterações genéticas;
  • Alterações hormonais;
  • Hipotireoidismo ou hipertireoidismo;
  • Diabetes ou hipoglicemia;
  • Hiperuricemia (excesso de ácido úrico no sangue);
  • Doenças cardíacas;
  • Doenças autoimunes;
  • HIV e sífilis;
  • Herpes;
  • Estresse, ansiedade e depressão.

 

Além disso, alguns hábitos como tabagismo e consumo excessivo de álcool e cafeína são fatores de risco para desencadearem crises de labirintite

 

Certos tipos de medicamentos também podem ser gatilho para a doença. Como, por exemplo, antibióticos, anti-inflamatórios, narcóticos, ansiolíticos, anticonvulsionantes, anti-hipertensivos, anti-histamínicos, antiarrítmicos, vasodilatadores, diuréticos e betabloqueadores. As crises podem ser provocadas pelo uso contínuo ou pela suspenção dos fármacos. 

 

SINTOMAS DE LABIRINTITE

 

  • Tonturas, desequilíbrio e sensação de queda;
  • Vertigens;
  • Dor de cabeça;
  • Náusea, vômito e problemas gastrointestinais;
  • Calafrios e sudorese;
  • Palpitações;
  • Perda ou diminuição da audição;
  • Zumbidos no ouvido;
  • Dificuldade de coordenação muscular;
  • Alterações neurológicas;
  • Alterações na fala;
  • Visão duplicada;
  • Assimetria na face.

 

Os sintomas de labirintite mais comuns são tontura e vertigem, seguidos pelos problemas auditivos. Outros sinais podem acompanhar, mas não necessariamente. 

 

Uma crise de labirintite pode durar minutos ou horas e alguns sintomas chegam a perdurar por dias, até. Para ter certeza de que se trata de labirintopatia e não doenças mais graves com algumas características semelhantes, busque ajuda médica. Nesses casos, o atendimento pode ser feito por clínico geral, otorrinolaringologista ou otoneurologista.

 

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Cínico Geral em Alvorada

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O diagnóstico da doença é feito por análise clínica dos sintomas e alguns exames audiológicos. Na Central de Consultas, você pode realizar os testes necessários para diagnosticar a labirintopatia e iniciar um tratamento rapidamente. 

 

Entre eles estão vectoeletronistagmografia, audiometria completa, imitanciometria, ressonância magnética dos ouvidos/mastoides e tomografia computadorizada dos ouvidos/mastoides. Faça o agendamento dos seus exames pelo site centraldeconsultas.med.br ou telefone (51) 3227-1515

 

TRATAMENTO

   

A labirintite tem cura. O tratamento consiste no uso de medicamentos específicos ou outros procedimentos, como injeção e cirurgia. O método escolhido depende da gravidade das crises e das características do paciente.

 

Entre os remédios para labirintite estão os anticonvulsionantes e os antidepressivos. Outros procedimentos são feitos no ouvido do paciente, como a injeção intratimpânica e a cirurgia para corrigir alguma falha óssea na região do labirinto, se houver.

 

Sem tratamento adequado, a labirintopatia causa complicações no equilíbrio e na audição. O indivíduo pode desenvolver quadros de tontura e vertigem crônicas. Essas condições podem resultar em outras enfermidades ainda mais graves, como a trombose venosa profunda (TVP). Isso porque, durante as crises longas e intensas de vertigens e tonturas, a pessoa pode ficar muito tempo sem conseguir se mover. 

 

Tontura e desequilíbrio súbitos também aumentam os riscos de quedas, o que pode resultar em fraturas e traumas sérios (principalmente para idosos, que tem ossos mais frágeis). 

 

Já entre as complicações na audição estão a redução da capacidade auditiva e o zumbido constante no ouvido.

 

PREVENÇÃO

 

As crises de distúrbio vestibular periférico podem ser prevenidas com algumas mudanças na rotina. Manter uma dieta balanceada, beber 2L de água por dia e fazer atividade física regularmente são algumas deles. 

 

Outras medidas importantes são diminuir o consumo de álcool e cafeína e abandonar o cigarro. Evitar jejuns prolongados também é necessário, pois eles podem intensificar problemas como fraqueza e tontura.

 

A prevenção da labirintite também é feita com o controle dos níveis de colesterol, triglicerídeos e glicemia no sangue. Para isso, exames de rotina são essenciais. Na Central de Consultas, você pode fazer o Check-Up Saúde, um pacote com 10 exames laboratoriais, incluindo testes sanguíneos e de urina. Agende o seu pelo site centraldeconsultas.med.br ou telefone (51) 3227-1515. 

 

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O QUE FAZER DURANTE AS CRISES DE LABIRINTITE

 

Enquanto a pessoa está com os sintomas de labirintite, o melhor a fazer é deitar-se confortavelmente. Ficar nessa posição, virado para um lado do corpo, ajuda a aliviar as tonturas. Não é recomendado fazer movimentos bruscos nem se levantar rapidamente.

 

Outra indicação é evitar o excesso de estímulos visuais, sonoros ou olfativos. Apagar as luzes e manter-se em ambiente calmo, silencioso e sem aglomerações é a melhor opção. 

 

Por fim, é imprescindível buscar ajuda médica. Mas, para isso, é preciso esperar os sintomas passarem, para que você recupere sua mobilidade com segurança. Lembre-se de não dirigir logo após uma crise de labirintite (ou após o uso de medicamentos para a doença). Caso os sintomas voltem quando você estiver no volante, isso pode resultar em graves acidentes no trânsito.

 

Ao apresentar sinais de labirintite, marque uma consulta de otorrinolaringologia ou clínico geral na Central de Consultas. Escolha o melhor dia e horário para o seu agendamento ligando ou enviando um Whatsapp para (51) 3227-1515 ou acessando centraldeconsultas.med.br.

 

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